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MINERAÇÃO

Governo aprova lista com 27 minerais críticos prioritários

Conselho aprovou nesta quinta (5) lista com 27 minerais críticos divididos em três níveis de prioridade; terras raras, grafita e lítio estão no topo.

Tema tende a ser um dos mais polêmicos do governo Lula 4
Foto: Reprodução/ YouTube IA

O governo federal definiu nesta quinta-feira (5) quais minerais críticos e estratégicos terão preferência na orientação de políticas públicas e na destinação de recursos de fomento.

A lista, com 27 itens divididos em prioridade alta, média e baixa, foi aprovada pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos em reunião realizada à tarde, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No topo aparecem materiais usados em baterias de carros elétricos, ímãs permanentes e sistemas de armazenamento de energia, como terras raras, grafita, lítio e níquel. A ideia é que esses insumos, ligados a um mercado em forte crescimento, tenham prioridade nos investimentos.

Quais minerais estão na lista de prioridade do governo?

Os 27 minerais foram organizados em três faixas de prioridade para investimento:

  • Prioridade alta: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio
  • Prioridade média: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre
  • Prioridade baixa: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina

A relação foi montada com base em listas que já existiam no Ministério de Minas e Energia (MME), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e no BNDES, entre outros órgãos. Ela não é fechada: novos minerais podem ser incluídos, desde que atendam aos mesmos critérios usados agora.

Quais critérios definiram a classificação?

Cinco fatores pesaram na ordem dos minerais. Foram avaliados o risco geopolítico ligado a cada um, o grau de concentração da oferta e a possibilidade de substituição por outro material.

Também entraram na conta a posição do Brasil na cadeia produtiva e a dependência do país em relação a fornecedores estrangeiros. Quanto mais o elo nacional precisar de desenvolvimento, mais alto o mineral fica na lista.

Quanto dinheiro será investido em minerais críticos?

A lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi aprovada pelo Congresso e sancionada em 16 de setembro. O texto prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para projetos de processamento e transformação desses minerais. A aplicação desses recursos vai seguir a ordem definida pelo conselho.

O objetivo é formar uma indústria nacional capaz de transformar a matéria-prima em produtos acabados, como baterias para veículos elétricos, para que o país deixe de ser apenas exportador de minério bruto. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de grafita, a terceira de níquel e a quarta de manganês, e quer atrair mais investimentos para o setor.

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O que disseram Lula e o ministro do Desenvolvimento?

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o país quer mudar sua posição no setor. “Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, declarou.

Lula ressaltou a importância de criar uma indústria de minerais no Brasil e defendeu a cooperação internacional. “Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização. Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza”, disse o presidente.

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