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Copom decide nesta quarta se faz sexto corte seguido na Selic

Mercado prevê queda da Selic de 13,75% para 13,5% ao ano nesta quarta (4), mesmo com dólar em alta. Para dezembro, a aposta agora é de manutenção dos juros.

Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília
Foto: Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga no início da noite desta quarta-feira (4) a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Na penúltima reunião de 2026, o colegiado pode manter os juros ou fazer o sexto corte seguido.

O boletim Focus, levantamento semanal do BC com instituições financeiras, aponta Selic de 13,5% no fim do ano. Para a reunião desta quarta, porém, a maioria dos economistas ouvidos pela Bloomberg espera que a taxa fique em 13,75%, após a alta recente do dólar.

Quanto deve ficar a Selic depois da reunião do Copom?

Se o Copom cortar os juros em 0,25 ponto percentual, a Selic vai a 13,5% ao ano. A taxa ficou em 15% de junho de 2025 a março deste ano, o maior patamar em quase duas décadas.

A projeção para dezembro também mudou. Em levantamentos anteriores, o mercado esperava que a Selic terminasse o ano em 13,25%. A mediana do Focus passou para 13,5%. Nós detalhamos a mudança na reportagem sobre o último boletim Focus.

O Copom se reúne com duas vagas em aberto. Os mandatos de Renato Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro, e de Diego Guillen, ex-diretor de Política Econômica, terminaram no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não enviou ao Congresso os nomes dos substitutos.

O que está pressionando a inflação?

Na ata da reunião de setembro, o Copom defendeu cautela e citou a pressão da demanda sobre os preços. O documento saiu antes da reação do mercado financeiro à reeleição de Lula.

Entre os fatores que preocupam estão:

  • a instabilidade do câmbio
  • a alta do petróleo
  • o aumento dos gastos públicos
  • o El Niño, que pode encarecer os alimentos nos próximos meses.

A inflação está acima da meta?

Sim. O IPCA, índice oficial de inflação, acumulou alta de 4,58% nos 12 meses até setembro, acima do teto de 4,5%. Já o IPCA-15, a prévia da inflação, desacelerou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro, pouco menos da metade da taxa do mês anterior. Em 12 meses, porém, a prévia subiu de 4,50% para 4,62%. O IBGE divulga o IPCA de outubro em 12 de novembro.

O Banco Central projetou inflação de 5,2% para 2026 no Relatório de Política Monetária de setembro. Se o dólar continuar subindo, essa projeção pode mudar. O BC publica a próxima edição do relatório no fim de dezembro.

Desde janeiro de 2025, a meta de inflação é contínua. O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O intervalo vai de 1,5% a 4,5%. O BC acompanha o IPCA acumulado em 12 meses a cada mês. A meta é considerada descumprida quando o índice fica fora desse intervalo por seis meses consecutivos.

Como a Selic afeta o crédito e o consumo?

A Selic é a taxa básica de juros do país e o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando ela sobe, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso ajuda a frear o consumo e a pressão sobre os preços, mas também pode reduzir o ritmo da economia.

Quando a Selic cai, o crédito tende a baratear, o que pode estimular o consumo e a produção. A taxa que chega ao cliente também depende de fatores como o risco de inadimplência, os custos do banco e sua margem de lucro.

O Copom se reúne, em geral, a cada 45 dias. No primeiro dia, o comitê acompanha apresentações técnicas sobre a economia brasileira e mundial. No segundo, a diretoria do Banco Central decide a taxa.

Com informações da Agência Brasil.

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