O fim de semana da Fórmula 1 promete fortes emoções com as atividades de pista do GP dos Estados Unidos. Se você está se preparando para acompanhar as transmissões, sabe que o Circuito das Américas (COTA), em Austin, é um dos palcos mais eletrizantes do calendário mundial.
Mas o que faz essa pista ser tão amada pelos pilotos e um verdadeiro pesadelo para os engenheiros? Para você aquecer os motores antes dos carros irem para a pista, separamos 5 curiosidades impressionantes sobre o circuito de Austin que mudam o seu jeito de assistir à corrida.
1. O “Frankenstein” do calendário da F1
O projetista alemão Hermann Tilke não tentou reinventar a roda ao desenhar o Circuito das Américas; ele simplesmente reuniu o que existia de melhor no mundo. A pista é uma enorme “colagem” de trechos icônicos de outros autódromos famosos:
- Curvas 3 a 6: Uma cópia quase idêntica do miolo ultra-rápido de Silverstone (Maggotts e Becketts).
- Curvas 12 a 15: Inspiradas na famosa seção do estádio em Hockenheim.
- Curvas 16 a 18: Uma réplica da desafiadora curva de raio triplo da Turquia.
O carro que conseguir equilibrar a aerodinâmica para ir bem no primeiro setor (Silverstone) provavelmente ditará o ritmo do final de semana.
2. A subida “cega” e monumental da Curva 1
A reta principal de Austin oferece um dos visuais mais impressionantes da temporada. Os pilotos saem da linha de largada e enfrentam uma subida íngreme com 41 metros de desnível em poucos segundos, culminando em uma curva fechada para a esquerda.
O grande desafio é que a tomada da curva é completamente “cega”. Os pilotos freiam o carro sem enxergar o ponto de tangência da zebra até estarem literalmente em cima dela.
Esse relevo agressivo faz da Curva 1 de Austin um dos pontos mais propícios para ultrapassagens de todo o campeonato — e também para incidentes na largada.
3. Construído sobre o asfalto que “se mexe”
Um dos maiores dramas técnicos de Austin é o solo. O autódromo foi erguido em uma região do Texas composta por argila expansiva. Na prática, isso significa que a terra abaixo da pista se move e deforma de acordo com a umidade do solo.
Mesmo com recapeamentos constantes, o circuito desenvolve ondulações severas (bumps) a cada ano. Essas imperfeições mudam de lugar de uma temporada para a outra, desafiando os amortecedores e a altura do assoalho dos carros.
O desgaste excessivo causado por essas ondulações já provocou desclassificações pesadas no grid pós-corrida no passado, como ocorreu com Lewis Hamilton.
4. O sentido anti-horário e o desgaste físico dos pilotos
A grande maioria dos autódromos do mundo corre no sentido horário, o que faz com que os competidores passem a vida inteira desenvolvendo os músculos do lado direito do pescoço para aguentar as forças G.
Austin faz parte do seleto grupo de pistas que corre no sentido anti-horário. Enfrentar forças G laterais violentas jogando o corpo para o lado esquerdo exige um esforço físico absurdo. Os pilotos costumam mudar o foco dos treinos físicos semanas antes para não sofrerem com dores e fadiga extrema na pista.
5. Um festival pop que vai muito além dos motores
O evento em Austin é desenhado como um festival de entretenimento massivo norte-americano. Dentro do próprio complexo do autódromo, há um anfiteatro fixo monumental que recebe grandes astros da música mundial.
A agenda de shows de Austin costuma contar com apresentações de peso de artistas como Maroon 5, Post Malone e o DJ Alesso, que agitam as noites do público logo após o encerramento das atividades de pista.
O GP dos EUA
Os carros entram na pista nesta sexta-feira (23) para as duas primeiras sessões de treinos livres. No Brasil, a transmissão oficial das sessões de sexta fica por conta do canal fechado SporTV 3 e do streaming F1TV Pro.
- Treino Livre 1 (TL1): 14h30 às 15h30 (Horário de Brasília)
- Treino Livre 2 (TL2): 18h00 às 19h00 (Horário de Brasília)