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TSE proíbe bloqueios da Meta e muda estas regras de algoritmos

Após denúncia de falhas envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro, ministro do TSE se reúne com a Meta e proíbe restrições

TSE toma nova decisão sobre algoritmos das redes sociais
Foto: Unsplash

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão drástica que muda as regras do jogo para as redes sociais na disputa eleitoral. O ministro Marco Aurélio Belizze barrou de forma definitiva qualquer tentativa da Meta de restringir o alcance de postagens dos candidatos à Presidência da República.

A determinação atinge em cheio as três maiores plataformas de comunicação utilizadas pelos eleitores de Pernambuco e do Brasil: o Facebook, o Instagram e o WhatsApp. O anúncio gerou repercussão imediata nos bastidores políticos das principais coligações partidárias do país.

A ordem judicial aconteceu após o plenário virtual do tribunal confirmar, por unanimidade, uma decisão individual do magistrado. O foco central do debate é garantir o “equilíbrio, a transparência e a igualdade total de condições entre as candidaturas presidenciais na internet”.

Entenda a polêmica de IA envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro

A crise começou quando a equipe jurídica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva formalizou uma denúncia contra a Meta. Segundo os relatórios enviados ao tribunal, a ferramenta Meta AI estava apresentando um comportamento seletivo no aplicativo de mensagens WhatsApp.

Os técnicos da campanha apontaram que o sistema de Inteligência Artificial recusava comandos para gerar imagens ou cartazes baseados no nome de Lula ou no número 13. Por outro lado, ainda segundo a campanha, a criação de conteúdos promocionais idênticos estava liberada para o candidato adversário, Flávio Bolsonaro.

Aliados do governo também relataram uma queda drástica e repentina na entrega de publicações orgânicas e stories na plataforma Instagram. Diante do cenário de possível interferência no pleito, o tribunal foi acionado para obrigar a empresa a restabelecer o fluxo normal de distribuição.

O que a Meta está proibida de fazer a partir de agora

Pela determinação oficial emitida pelo plenário do TSE, a dona do Facebook deve se abster imediatamente de aplicar filtros punitivos contra os candidatos. A corte eleitoral listou as práticas tecnológicas que passam a ser consideradas irregulares no ambiente digital.

A Meta está proibida de aplicar as seguintes sanções algorítmicas:

  • Redução de distribuição: Fica proibido derrubar o alcance orgânico dos posts.
  • Exclusão de recomendação: Os perfis devem aparecer normalmente nas abas de sugestão.
  • Restrição de buscas: Os nomes e números dos candidatos devem ser facilmente localizados.

A empresa corre contra o tempo para ajustar suas ferramentas de moderação automatizada e evitar penalidades severas da Justiça Eleitoral por descumprimento de ordem.

A justificativa oficial da empresa e os erros de sistema

Em reuniões com o ministro Belizze e em manifestações oficiais enviadas ao TSE, a direção da Meta negou qualquer viés ideológico ou favorecimento político. A gigante de tecnologia argumentou que adota uma postura de estrita neutralidade em todos os países onde opera.

A companhia informou que o sumiço temporário da conta de anúncios da campanha do PT ocorreu por um erro do sistema antifraude. O robô automatizado sinalizou incorretamente uma propaganda oficial como se fosse uma tentativa de golpe envolvendo programas sociais.

Para conter a crise e cumprir a legislação local, a Meta adotou as seguintes providências adicionais:

  • Bloqueio de imagens: A geração de fotos de qualquer político foi suspensa temporariamente.
  • Termos de busca: Comandos apenas com o primeiro nome ou número de urna foram travados.
  • Correção de lacunas: Falhas no bloqueio de termos específicos da oposição foram corrigidas.
Aécio de Paula
Sobre o autor

Aécio de Paula

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (2015), com pós-graduação em Direitos Humanos (2018). Tem experiência na cobertura esportiva, com matérias, conteúdo para redes sociais e a produção e apresentação de um podcast de futebol, além de artigos sobre esportes olímpicos. Também escreve sobre política e cinema, desenvolveu um projeto sobre a defesa das minorias sociais em campanhas eleitorais e codirigiu um documentário sobre as pessoas que dependem do Rio Capibaribe.