Conquistar a pole costuma ser motivo de comemoração na Fórmula 1. No GP do México, porém, quem faz a melhor volta no sábado tem razões para manter a cautela: desde o retorno da etapa ao calendário, em 2015, o primeiro colocado do grid venceu apenas metade das corridas.
É esse retrospecto que alimenta a ideia de uma “maldição” da pole no Autódromo Hermanos Rodríguez. O histórico volta a chamar atenção antes da classificação deste sábado (31), às 18h, no horário de Brasília. A corrida acontece no domingo (1º), às 17h.
Por que a pole fica ameaçada no GP do México?
A explicação começa no desenho do circuito. O trecho entre a primeira posição do grid e a freada inicial é o mais longo do calendário, dando espaço para os adversários buscarem uma ultrapassagem.
Quem vem atrás pode aproveitar o vácuo do carro à frente para ganhar velocidade. Assim, o piloto que conquista a pole precisa defender a posição antes mesmo de completar a primeira sequência de curvas.
A “maldição”, portanto, é uma maneira de descrever o retrospecto, e não uma regra sobre o que acontecerá na prova.
Quem venceu o GP do México desde 2015?
O levantamento reúne dez corridas. A categoria ficou fora do país entre 1993 e 2014, e a edição de 2020 foi cancelada devido à pandemia de Covid-19.
Confira os vencedores e suas posições de largada:
- 2015: Nico Rosberg — primeiro;
- 2016: Lewis Hamilton — primeiro;
- 2017: Max Verstappen — segundo;
- 2018: Max Verstappen — segundo;
- 2019: Lewis Hamilton — terceiro;
- 2021: Max Verstappen — terceiro;
- 2022: Max Verstappen — primeiro;
- 2023: Max Verstappen — terceiro;
- 2024: Carlos Sainz — primeiro;
- 2025: Lando Norris — primeiro.
Verstappen aproveitou as oportunidades na largada
Com cinco vitórias nesse período, Max Verstappen lidera o retrospecto. Em quatro delas, o holandês precisou superar quem estava à sua frente no grid.
As largadas foram decisivas nesses resultados. Em 2017 e 2018, ele passou, respectivamente, Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo nos primeiros metros.
Em 2021, avançou da terceira posição para a liderança na abertura da corrida. Dois anos depois, repetiu o movimento ao superar os dois carros da Ferrari.
Sainz e Norris escaparam da “maldição”
Os dois vencedores mais recentes conseguiram transformar a pole em vitória, mas seguiram caminhos diferentes.
Em 2024, Carlos Sainz perdeu a liderança para Verstappen na largada. A recuperação veio na nona volta, quando o espanhol retomou a ponta e seguiu até a bandeirada.
Já Lando Norris não precisou recuperar posições em 2025. O britânico manteve o primeiro lugar e venceu de ponta a ponta.