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ARGENTINA

Campeonato Argentino muda em 2027; entenda o novo formato

AFA mantém 30 clubes e reorganiza a disputa do Apertura e do Clausura. Veja como funcionarão os títulos, o rebaixamento e as vagas nas copas

Campeonato Argentino terá novo formato a partir de 2027
Foto: Divulgação/ AFA

O Campeonato Argentino terá um novo formato em 2027, mas continuará com 30 equipes na primeira divisão. A mudança anunciada pela Associação do Futebol Argentino (AFA) reorganiza o calendário sem abandonar os torneios Apertura e Clausura e suas decisões em mata-mata.

A reformulação ocorre após discussões sobre a redução do número de participantes. A proposta de uma competição com 20 clubes não avançou, e a entidade optou por eliminar a divisão em grupos.

Com isso, todos os times enfrentarão os demais ao longo do ano. O modelo combina uma classificação anual com duas disputas semestrais, cada uma com seu próprio campeão.

Como será o Campeonato Argentino em 2027?

Os dois grupos de 15 equipes darão lugar a uma tabela única. Cada clube enfrentará os outros 29 participantes, além de disputar uma segunda partida contra seu rival no clássico.

O calendário terá, portanto, 30 rodadas de fase regular, duas a menos que em 2026. A programação será dividida em dois blocos:

  • Apertura: as primeiras 15 rodadas, no primeiro semestre;
  • Clausura: da 16ª à 30ª rodada, no segundo semestre.

Essa divisão permite que os clubes disputem os dois torneios sem repetir integralmente o calendário de adversários.

Como funcionarão os playoffs?

Ao término da etapa inicial do Apertura, os 16 melhores colocados avançarão às oitavas de final. Os confrontos seguirão a classificação: o primeiro enfrentará o 16º, o segundo pegará o 15º, e assim sucessivamente.

No Clausura, a pontuação semestral começará do zero. Os resultados do Apertura não determinarão a classificação para esse segundo mata-mata, que também reunirá 16 equipes.

Por que haverá três títulos na temporada?

Além dos vencedores dos playoffs, haverá o campeão da Liga. Esse título ficará com a equipe que somar mais pontos nas fases regulares dos dois semestres.

A distribuição será a seguinte:

  • Campeão do Apertura: vencedor do mata-mata do primeiro semestre;
  • Campeão do Clausura: vencedor do mata-mata do segundo semestre;
  • Campeão da Liga: líder da tabela anual, considerando as 30 rodadas.

São três títulos em disputa, mas eles não precisam ficar com três clubes diferentes.

Por que a AFA manteve 30 equipes?

Segundo Cristian Malaspina, presidente do Argentinos Juniors, a resistência dos dirigentes aos dez rebaixamentos necessários para chegar a 20 participantes impediu a redução.

“Apenas o River defendeu a proposta de um torneio com 20 equipes”, afirmou após a reunião do comitê executivo.

O dirigente também disse que os clubes e seus associados foram ouvidos durante a discussão sobre o modelo.

Como será o rebaixamento?

O comunicado da Liga Profissional informa que serão mantidos os critérios de queda pela pontuação acumulada e pela média de pontos. Assim, permanece a combinação de desempenho na temporada com o histórico recente dos clubes.

O sistema prevê um rebaixado pela tabela anual e outro pelos chamados “promedios”, calculados com os resultados das últimas três temporadas.

Quem se classifica para Libertadores e Sul-Americana?

A reformulação preserva os critérios de acesso às competições continentais. As vagas na Libertadores serão destinadas a:

  • Vencedores do Apertura e do Clausura;
  • Campeão da Liga;
  • Campeão da Copa Argentina;
  • Segundo e terceiro colocados da tabela anual.

A vaga atribuída ao terceiro colocado leva à segunda fase preliminar da Libertadores. Já os clubes entre a quarta e a nona posições da classificação anual terão lugar na Copa Sul-Americana.

Aécio de Paula
Sobre o autor

Aécio de Paula

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (2015), com pós-graduação em Direitos Humanos (2018). Tem experiência na cobertura esportiva, com matérias, conteúdo para redes sociais e a produção e apresentação de um podcast de futebol, além de artigos sobre esportes olímpicos. Também escreve sobre política e cinema, desenvolveu um projeto sobre a defesa das minorias sociais em campanhas eleitorais e codirigiu um documentário sobre as pessoas que dependem do Rio Capibaribe.