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PREOCUPAÇÃO

Gigante brasileiro corre risco de sofrer um transfer ban

Atlético-MG pode sofrer transfer ban por dívidas com Bahia e Santos. Entenda as cobranças e o prazo para evitar a punição

Grande clube brasileiro corre sério risco de sofrer um transfer ban
Foto: Fotos Públicas

O Atlético-MG corre o risco de sofrer um transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores, por atrasos em pagamentos ao Bahia e ao Santos. O clube recebeu uma advertência pública da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

A decisão envolve pendências relacionadas ao zagueiro Vitor Hugo e ao meio-campista Victor Hugo. Apesar dos nomes semelhantes, são negociações diferentes que resultaram nas cobranças contra o Galo.

Atlético-MG tem prazo para evitar transfer ban

Segundo a ANRESF, o Atlético tem 45 dias, contados da notificação, para quitar as dívidas. Se o período terminar sem pagamento ou acordo comunicado pelo credor, o clube ficará proibido de registrar novos atletas.

A medida aplicada até o momento é uma advertência pública. A restrição ao registro de jogadores depende de as pendências continuarem sem solução após o prazo estabelecido.

Os pontos principais da decisão são:

  • Situação atual: advertência pública e reconhecimento do atraso;
  • Prazo de regularização: 45 dias a partir da notificação;
  • Condição para evitar a punição: pagamento ou acordo comunicado pelo credor;
  • Restrição prevista: proibição de registrar novos jogadores.

O que o Atlético-MG deve ao Bahia?

A cobrança do Bahia está ligada à compra de Vitor Hugo. O zagueiro foi emprestado ao Atlético em 2025 e adquirido pelo clube mineiro no início de 2026.

O contrato previa um pagamento adicional se o defensor completasse 15 partidas como titular. A meta foi alcançada no fim de abril, mas o valor, que deveria ter sido pago até maio, não foi repassado.

A pendência corresponde a:

  • Valor em euros: 100 mil;
  • Valor aproximado em reais: R$ 597 mil.

Por que o Santos também cobra o Galo?

A dívida com o Santos envolve o meia Victor Hugo, comprado pelo Atlético junto ao Flamengo. Na época da negociação, o jogador estava emprestado ao clube paulista.

O contrato assegurava ao Peixe uma taxa de vitrine de 10% da transação caso não exercesse a preferência de compra e o atleta fosse negociado. O pagamento dessa participação ainda não foi repassado pelo Galo.

Por que a defesa do Atlético foi rejeitada?

O Atlético contestou a decisão e apresentou argumentos relacionados a um plano coletivo na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), a uma proposta de transação tributária e ao parcelamento do ISS.

A ANRESF entendeu que essas medidas não estavam formalizadas na data de corte considerada na análise. Por esse motivo, rejeitou os argumentos e manteve o reconhecimento do atraso.

O que diz o Atlético-MG sobre as dívidas?

Em comunicado oficial, o Atlético confirmou que foi intimado da decisão da ANRESF e afirmou que buscará solucionar as pendências com seus credores.

O clube acrescentou que também possui créditos a receber de alguns deles. No posicionamento, não informou uma data para regularizar os pagamentos.

Aécio de Paula
Sobre o autor

Aécio de Paula

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (2015), com pós-graduação em Direitos Humanos (2018). Tem experiência na cobertura esportiva, com matérias, conteúdo para redes sociais e a produção e apresentação de um podcast de futebol, além de artigos sobre esportes olímpicos. Também escreve sobre política e cinema, desenvolveu um projeto sobre a defesa das minorias sociais em campanhas eleitorais e codirigiu um documentário sobre as pessoas que dependem do Rio Capibaribe.