O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que não vai assumir um ministério no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Fantástico, o parlamentar disse que permanecerá na Câmara dos Deputados, onde foi reeleito para o terceiro mandato.
A declaração ocorre após o crescimento do “Exército do Lula”, canal de WhatsApp criado por Janones que ultrapassou 10 milhões de seguidores nas três semanas anteriores ao segundo turno.
O que Janones disse sobre ser ministro de Lula?
Janones descartou a possibilidade de integrar a equipe ministerial e afirmou que continuará no Legislativo.
“Eu não vou aceitar nenhum ministério”, declarou ao Fantástico. “Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”.
O deputado participou da mobilização digital da campanha que levou Lula à reeleição.
Qual foi o papel de Janones na campanha de Lula?
Criado em abril, o canal de WhatsApp de Janones tinha cerca de 50 mil inscritos antes de chegar a mais de 10 milhões em três semanas. Durante o segundo turno, o espaço passou a concentrar convocações e ações de apoio ao presidente.
Entre as iniciativas estavam os pedidos para que eleitores usassem roupas verdes e amarelas e fizessem o “L”, além da organização de panelaços simultâneos.
A campanha adversária pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do canal, sob a alegação de desinformação. Uma análise técnica não identificou conteúdos falsos nas publicações examinadas. Após a disputa judicial, o espaço foi registrado como ferramenta oficial da campanha.
Quem está cotado para os ministérios do governo Lula?
Enquanto Janones afirma que seguirá na Câmara, outros nomes aparecem nas articulações para o quarto mandato de Lula. A composição da equipe ainda não foi anunciada oficialmente.
Na Fazenda, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, está entre os cotados. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também são mencionados para o cargo.
Camilo Santana é apontado como uma possibilidade para a Casa Civil ou para uma função na área de Segurança Pública. Já o promotor Lincoln Gakiya aparece entre os nomes para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública. A criação da pasta depende do avanço de uma proposta de emenda à Constituição no Congresso. Rui Costa também é citado para a área.
Fernando Haddad, por sua vez, é lembrado para o Ministério das Relações Exteriores. Segundo aliados, porém, o ex-ministro tem interesse em retomar a vida acadêmica.