O Real Madrid pediu desculpas ao povo chinês após a repercussão de um comentário de Kylian Mbappé sobre um meme com Mao Tsé-Tung. A montagem colocava o rosto do atacante francês sobre a imagem do fundador da República Popular da China.
Segundo a agência Reuters, o clube manifestou respeito pelo país, por sua história e pelos torcedores chineses. A polêmica também levou empresas locais a encerrar parcerias comerciais com o jogador.
Confira a nota completa:
“O Real Madrid deseja se desculpar com o povo chinês por qualquer desconforto causado pelas recentes palavras de nosso jogador Kylian Mbappé.
Nosso clube tem PROFUNDO RESPEITO pela China, sua história, cultura e cidadãos, assim como pelos milhões de fãs chineses que amam e admiram o Real Madrid.
O clube se une a Kylian Mbappé em seu pedido público de desculpas, no qual ele expressou arrependimento por seus comentários e reafirmou seu respeito pelo povo chinês.”
O que Mbappé falou sobre o meme?
Em um trecho de entrevista ao programa francês The Bridge, Mbappé comentou uma montagem que considerava engraçada. Ao descrever a imagem, referiu-se a um homem que acreditava ser um ditador chinês.
O atacante não mencionou Mao pelo nome. A edição do vídeo, porém, mostrou a montagem com o ex-líder, o que associou a declaração à figura histórica.
A circulação do trecho nas redes sociais provocou críticas na China, onde sátiras envolvendo Mao são um tabu político. Ele governou o país de 1949 até sua morte, em 1976.
Por que Mbappé aparece como “ditador” nos memes?
As montagens fazem parte de uma brincadeira sobre a influência atribuída ao francês nas equipes em que atua. Torcedores passaram a representar o jogador como uma autoridade capaz de interferir nas decisões dos clubes.
Essa narrativa ganhou força durante sua passagem pelo Paris Saint-Germain, especialmente no período da renovação contratual de 2022.
A partir daí, imagens do atacante apareceram sobre corpos de líderes políticos e militares. Além de Mao, as versões incluíam Mobutu Sese Seko, ex-governante do Zaire, atual República Democrática do Congo.
O apelido expressa essa sátira dos torcedores e não comprova que Mbappé controlava contratações, demissões ou escalações.