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A nova aposta discutida por aliados de Lula para mobilizar a militância

Aliados defendem que Lula prometa tarifa zero no transporte antes do segundo turno. Veja os modelos discutidos e os desafios da proposta

Lula deve focar em outra pauta após aprovação do fim da escala 6 x 1
Foto: Agência Brasil

A possibilidade de viajar sem pagar passagem voltou às discussões na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliados defendem que o candidato à reeleição assuma um compromisso com a tarifa zero antes do segundo turno.

Segundo informações da CNN Brasil, Lula ainda não decidiu se fará a promessa. A proposta seria destinada a um eventual novo mandato e tem alternativas de alcance mais restrito em discussão.

Quem poderia ter direito à tarifa zero?

Entre as possibilidades avaliadas por pessoas próximas ao presidente estão a gratuidade em determinados dias e o atendimento a grupos específicos. Os formatos citados são:

  • Finais de semana e feriados: isenção da passagem nesses períodos;
  • Públicos selecionados: benefício voltado, por exemplo, a estudantes.

Essas alternativas buscam reduzir o custo de uma política nacional. Ainda não há, portanto, definição sobre abrangência, regras de acesso ou prazo de implantação.

Custo dificulta compromisso de campanha

A tarifa zero chegou a ser discutida antes do primeiro turno, mas ficou fora do plano de governo. Segundo a reportagem, Lula orientou que o documento reunisse propostas consideradas viáveis.

O Ministério da Fazenda chegou a solicitar estudos sobre o financiamento da medida. Cálculos preliminares apontaram que o custo fiscal poderia ultrapassar R$ 80 bilhões, dependendo do modelo adotado.

Cidades já oferecem transporte gratuito

A gratuidade já existe em alguns municípios brasileiros, com diferentes regras e fontes de financiamento. Um levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), divulgado em junho de 2026, identificou 143 cidades com tarifa zero integral.

A retirada da cobrança ao passageiro exige outras fontes para custear combustível, manutenção, trabalhadores e operação dos veículos. O planejamento também precisa considerar a capacidade de atendimento caso a procura aumente.

Segundo a NTU, a continuidade desses programas depende de fontes estáveis de recursos e planejamento operacional. A entidade defende a participação da União, dos estados e dos municípios no financiamento.

Debate ocorre em disputa eleitoral apertada

A discussão acontece em um cenário de empate técnico na corrida presidencial. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira (15) apresentou os seguintes resultados:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 47% dos votos totais;
  • Lula (PT): 45%;
  • Brancos, nulos ou nenhum: 6%;
  • Indecisos: 2%;
  • Margem de erro: dois pontos percentuais.

Nos votos válidos, o levantamento apontou 51% para Flávio e 49% para Lula.

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Aécio

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